7 de maio de 2013

Resenha: Sangue Quente - Isaac Marion

Título: Sangue Quente
Título original: Warm Bodies
Autor: Isaac Marion
Editora: LeYa
252 páginas
Narrativa:  ♥ ♥ ♥ ♥
Capa:  ♥ ♥ ♥ ♥
Classificação geral:  ♥ ♥ ♥ ♥ 

Sangue QuenteR é um jovem vivendo uma crise existencial - ele é um zumbi. Perambula por uma América destruída pela guerra, colapso social e a fome voraz de seus companheiros mortos-vivos, mas ele busca mais do que sangue e cérebros. Ele consegue pronunciar apenas algumas sílabas, mas ele é profundo, cheio de pensamentos e saudade. Não tem recordações, nem identidade, nem pulso, mas ele tem sonhos. Após vivenciar as memórias de um adolescente enquanto devorava seu cérebro, R faz uma escolha inesperada, que começa com uma relação tensa, desajeitada e estranhamente doce com a namorada de sua vítima. Julie é uma explosão de cores na paisagem triste e cinzenta que envolve a "vida" de R e sua decisão de protegê-la irá transformar não só ele, mas também seus companheiros mortos-vivos, e talvez o mundo inteiro. Assustador, engraçado e surpreendentemente comovente, Sangue Quente fala sobre estar vivo, estando morto, e a tênue linha que os separa. 
Em um mundo pós apocalíptico, os zumbis entraram na história. Ninguém sabe quando, como ou onde, apenas que eles são a ameaça agora. Os humanos normais, ou Vivos, construíram uma comunidade auto sustentável dentro dos estádios de futebol, onde eles sobrevivem dia após dia na fortaleza.

Porém, há dias em que é preciso repor os produtos, e foi em uma dessas expedições que o R, o zumbi protagonista da história, conheceu Julie. Ele percebe que Julie é diferente e decide levá-la para sua "casa", um avião 747 comercial.

R é diferente. Ele não quer ser um Morto. Ele não gosta de não lembrar do seu nome, de não ser útil. Ele quer falar mais do que 5 sílabas, quer ler, não quer comer cérebros, por mais que isso seja bom. Ele não quer ser um zumbi. E, de repente, Julie aparece, e ele a vê, de certa forma, como uma oportunidade.

E é então que os dois começam a se descobrir, aprendendo com o outro. Julie vendo o mundo dos zumbis, e R conhecendo mais os vivos. E com esse contato dos dois, ainda há uma esperança para o mundo.



Me surpreendi!

Primeiro, preciso dizer que a editora fez um trabalho maravilhoso com o livro. Além de a capa ser linda, existem imagens internas que antecedem cada capítulo, deixando tudo bem real.

A narrativa do autor é ótima! É viciante e realmente parece que nós estamos pertinho do R. O que mais gostei neste aspecto é que, mesmo tendo alguns capítulos não muito pequenos, aquela desculpa de "só mais um.." "cola". Sério, tiveram vários momentos em que eu pretendia ler apenas um ou dois capítulos no máximo, e quando eu via, já tinha lido bem uns 5 rsrs

Eu adorei o livro! Gostei muito da forma como o autor desenvolveu a história, que não teve nenhum momento cansativo ou chato, pelo contrário, a cada página virada, o leitor fica cada vez mais envolvido.
- Você precisa tirar fotos o tempo todo. Se não tiver uma câmera, use sua cabeça. Memórias que você captura de propósito são sempre mais vivas do que as que se captura por acidente. - Ela faz uma pose e diz: - Xísss! página 97
Poderia ser melhor? Claro! Isaac poderia muito bem elaborar um final melhor, um zumbi mais enérgico, ou uma batalha mais sangrenta (oi spoiler, como vai?)? Sim, mas acho que se isso acontecesse, o livro perderia sua essência. Então eu gostei bastante do jeito que está.

A minha única crítica é que, para alguém que tem como recorde falar mais de 4 sílabas sem parar, R pensa e reflete até demais! Isso por um lado é bom, pois assim nós vemos que ele é diferente, mas é também intrigante. Que eu saiba, zumbis não pensam, apenas vão atrás de cérebros. Mas, acho que foi exatamente isso que o autor quis: fazer com que o R não fosse qualquer um, e sim, único. Então, aceitei isso e continuei minha leitura :)

No final, fiquei com uma vontade de saber o que aconteceria depois de tudo. Me apeguei ao R e a Julie, e acho que já estou com saudade dos dois :/ rsrs

Se eu recomendo? É claro que sim!

Beijos,

Juli.

4 de maio de 2013

Cantinho da música

Oi gente, tudo bem?
Mais uma semana cheia de descobertas musicais maravilhosas! =D Espero que gostem!



A nova música do Paramore já me conquistou. É bem animada, e eu não consigo parar de ouvir. Sem falar que esse clipe é muito amor '-'

A Gleice, do blog Murmúrios Pessoais, citou a música no twitter, fui procurá-la e foi amor à primeira vista. Essa com toda a certeza é a minha música da semana. Começa de um jeito tranquilo e depois vai acelerando, adorei!


Com toda a certeza a minha música nacional da vez. A letra e o ritmo são ótimos, e apesar de não gostar muito, tem uma pegada reggae que me conquistou. É Ótima!

Help! I need somebody. Help! Not just anybody! Help! I need someone, Heeeeeelp! (bate aqui se você leu no ritmo '-') Como não amar essa música? Trilha sonora de muitos filmes, e com um ritmo e letra incrível que só os Beatles tinha.

Minha aposta lenta(mas nem tanto) e romântica da semana. Phillip Phillips é o meu mais novo cantor favorito, com suas letras lindas, sua voz maravilhosa. Impossível não se apaixonar *-*

Beijos,

Juli.

2 de maio de 2013

Resenha: Capitães da Areia - Jorge Amado

Título: Capitães da Areia
Autor: Jorge Amado
Editora: Companhia das Letras
Narrativa:  ♥ ♥ ♥
Capa:  ♥ ♥ ♥
Classificação geral:  ♥ ♥ ♥ ♥

A história crua, comovente, dos meninos pobres que moram num trapiche abandonado e vivem de pequenos furtos e golpes, aterrorizando a cidade de Salvador. Jorge Amado retrata as pequenas criaturas como seres dotados de energia, inteligência e vontade, ainda que cerceados pelas condições hostis em que estão inseridos. Do valente líder Pedro Bala, ao carola Pirulito; do sensato Professor, ao sedutor Gato. Entre o mar e a cidade, batendo carteiras, praticando golpes engenhosos, realizando pequenos furtos, descobrindo o amor das mulheres (e de outros homens), os Capitães da Areia crescem e se tornam homens ao longo deste autêntico romance de formação.

Os capitães da areia é o grupo que é temido por todos os cantos da cidade de Salvador. Em todo o momento, vemos mais uma confusão que o bando de garotos aprontam. Roubando coisas, brigando muito, fugindo da sociedade...
O leitor acompanha a história do grupo, com seus principais personagens: o líder, o corajoso e habilidoso Pedro Bala! Não há ninguém no grupo que não respeite seu destemido líder. O aprendiz de cafetão Gato, que desde cedo sempre gostou de uma mulher. Pirulito, o único que reza todas as noites para acabar com seus pecados, e tem vocação para ser padre. E Professor, o único que sabe ler do grupo, um artista que adora desenhar e ler.
O livro conta a vida dos temidos Capitães, que são formados por mais de cem crianças! Eles vivem do seu jeito, roubando aqui e ali. A maioria do grupo nunca teve contato com o carinho de um pai ou de uma mãe, e na história nós vemos o que isso pode resultar: amargura, ódio, vingança...


Nunca pensei que um livro de escola, um clássico, poderia ser bom.

O leitor vive cada página virada com os meninos no trapiche. Fugas, roubos, brigas, tudo está bem perto de quem está lendo. E por isso que o livro é tão emocionante e tocante, porque nós conseguimos sentir o que os meninos abandonados sentem. E é triste. É triste saber da rotina perigosa e miserável de crianças de rua, e apesar de ter se passado muitos anos desde que o livro foi lançado, a realidade da obra continua a mesma.

A narrativa de Jorge Amado é boa. Eu realmente pensava que ele faria uso de palavras difíceis, que dificultariam a leitura. Mas, mal sabia eu que ao começar a ler, veria uma narrativa fácil e intrigante, felizmente. A minha crítica é que, não sei se é pela época, mas o autor repetia muito a sua ideia em um parágrafo só. Ele colocava por exemplo a frase "eram só crianças.." umas dez vezes, em um único parágrafo, algumas vezes de maneiras diferentes, mas mesmo assim, isso tornou-se um pouco cansativo em alguns momentos.

O livro faz refletir sobre muita coisa que está acontecendo atualmente. Depois que terminei, refleti um pouco, concordando que todos os problemas abordados no livro continuam no mundo atual. A miséria, a pobreza e a falta de liberdade, por exemplo. E apesar de fazerem coisas que apenas homens faziam na época, sendo considerados maduros e temidos, eram, realmente, só crianças.

Normalmente, não gosto de livros de escola. O fato de ser pressionada a ler um livro me deixa sem vontade de ler. Fiquei surpresa ao perceber que adorei a obra. Apesar de tudo, Jorge Amado fez um clássico que é quase obrigatório para os brasileiros, pois esta realidade está imposta em todos os lugares.

Foi muito bom também, ver os personagens em lugares que eu conheço. Como o Campo Grande, e o bairro da Barra, locais importantes de Salvador que são citados no livro.

Eu recomendo para quem quer refletir mais sobre o mundo que vive. Porque, prepare-se, você vai aprender muito com as crianças abandonadas do trapiche.

Beijos,
Juli.

1 de maio de 2013

TAG: Alfabeto Literário

Oi gente, tudo bem?

Recebi a TAG do blog Love my books da Silvana, muito obrigada!

 A TAG consiste em:
  • Você deve escolher, no máximo, 5 letras do alfabeto, podem ser aleatórias ou seguidas e mandar para cada blog que você escolher, uma sequência.
  • O blog que receber a TAG deverá escolher 5 livros que comecem com as letras que foram indicadas. Artigos não contam. Ex: " O mundo acabou". O artigo "O" não conta como letra "O", ou seja, o que vale são as letras da palavra secundária, nesse caso, a letra "M".
  • O número de blogs e letras depende de cada um. Na ausência de TODAS AS LETRAS, o leitor poderá fazer sua listinha de livros. Para participar da TAG, você deve ter sido tagueado ok?
Recebi as letras:  R - T - G - L

 E os livros que escolhi são:

     




E os blogs que escolhi são:
Garotas de Papel - F - E - S - U
Falando sobre livros - J - H - I - C
Sonhos Literários  - B - N - M - T
Primeiro Livro - A - C - L - G
Romances da Bruna - I - F - B - E

Beijos,
Juli